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Home » Poesias Domingo, 16 de Dezembro de 2018







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por: Lourivaldo Delfino

Brincar, aprender, para isso nós nascemos,
O pai, a mãe, sempre obedecemos,
Na adolescência, muita coisa nós perdemos,
Depois de adulto, realmente o que podemos?

Nunca damos atenção, para coisa verdadeira,
Mentira, falsidade, vivemos na rabeira,
A verdade se procura pela vida inteira,
Poucos conseguem as suas maneira.

Deus o caminho, sentimento de vazio,
Cadê nossa fé, um mergulha no rio,
Que segue o seu curso, muitas vezes por um fio,
O homem inteligente pode ser um vadio.

Guerra, violência, com isso muita morte,
O vivo ou o morto quem é que levou sorte?
O fraquinho inteligente, o burro que tem porte,
No meio disso tudo, a dor de um corte.

O que é melhor, inteligência ou burrice?
Saber entender ou fazer babaquice?
Saber ser feliz ou apenas ser triste?
Ser o que ouve ou ser o que disse?

A vida é assim, grande interrogação,
Pensar que estar certo, fazer pela razão,
Não sentir que no peito, bate um coração,
A razão não tem força, quando explode a emoção.

O ser humano agora vive só de aparência,
Perde a noção de sua decência,
Roupa, relógio, carro e indecência,
No seu interior, sumiu a essência.

Um recado lá de cima, você pode acreditar,
Que sua essência, você pode resgatar,
Se mesmo assim, você deixar passar,
Sinto muito meu amigo, você tem de se lascar.