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Home » Poesias Terça-Feira, 18 de Dezembro de 2018







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por: Florbela Espanca

No fadário que é meu, neste penar,
noite alta,noite escura,noite morta,
sou o vento que geme e quer entrar,
sou o vento que vai bater-te a porta...

vivo longe de ti, mas que me importa?

Se eu já não vivo em mim,ando a vaguear.

Em roda a tua casa, a procurar
beber-te a vez,apaixonada, absorta!

Estou junto a ti e não me vês...

Quantas vezes no livro que tu lês.

Meu olhar se pousou e se perdeu!

Trago-te como um filho nos meus braços!

E na sua casa...Escuta! uns leves passos...

Silêncio! meu amor!...abre!... sou eu!...